sábado, 4 de julho de 2020

Leitura Já! Dom Casmurro (Machado de Assis)

Semana 27 - DOM CASMURRO (Machado de Assis)

Arquivo pessoal

Publicado em 1899, a obra conta história da vida de Bento Santiago, ou Bentinho, como era chamado. Logo no começo do livro, aparece a justificativa do apelido Dom Casmurro, que lhe foi dada pelo fato dele ser calado e introvertido. Bentinho se apaixona por Capitu e abandona o seminário, que havia sido destinado por sua mãe.

Os debates sobre o livro giram em torno da (suposta) traição de Capitu, o que se desenrola nas páginas finais, resumindo todo o enredo na clássica pergunta: Capitu traiu ou não? Para tentar responder, ou supor uma resposta, é preciso analisar alguns itens, que serão descritos a seguir, deixando claro que se trata do meu ponto de vista sobre o livro.

O item principal (para mim) é que toda a história é contada pelo próprio Bentinho, não há a visão de outra pessoa sobre o caso de traição. Outro item que se pode observar é o fato de Bentinho declarar chegou a ter ciúmes de tudo e de todos: um vizinho, um par de valsa, qualquer homem, moço ou maduro, lhe enchia de terror ou desconfiança. O fato de Bentinho apresentar um interesse pela mulher do amigo, poderia fazê-lo pensar que também haveria um interesse entre Capitu e Escobar.

A situação fica mais crítica, quando Bentinho acha que o filho se parece com o amigo Escobar, lembrando que que diz isso é ele. Esse fato, na mente de Bentinho o faz deduzir que foi traído e isso o deixa tão perturbado que resulta na separação com a esposa e na ... (leiam o livro).

Uma situação que me deixou revoltado com Machado de Assis foi o que Bentinho tentou fazer com o filho (gostaria de dizer, mas a ver com uma xícara de café - leiam) que ele afirmou não ser dele. Sem falar que ele não apresenta provas nem acusações da possível traição. Mesmo com as exigências de Capitu para defesa, ele diz que “há coisas que não se dizem”.

Finalizando, Machado foi genial e maquiavélico, ao mesmo tempo, ao deixar a dúvida até hoje sobre o adultério de Capitu e apresentando a personalidade de Bentinho como possessivo e psicótico, elementos que podem ser de grande valia no julgamento do caso.

 

Enfim, segue o texto dessa semana!

Espero que gostem, pois vale a pena ler o livro (nem que seja para ter raiva de Bentinho).

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