domingo, 18 de fevereiro de 2018

Caso 01: Morta pela Boca (Parte 2)

Caso 01: Morta pela Boca
Por Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com


PARTE 2


Minutos depois, Marcelo retornou ao escritório.
– Já tenho o resultado. A tinta prata é específica para as pinturas automotivas.
– Élter, você percebeu algum veículo ou balde de tinta prata, no estacionamento do Condomínio? – Perguntou Tomas.
– Não me recordo bem. Mas vou voltar ao Aquarius neste momento. Marco, venha comigo. – Falou Élter, seguindo para a garagem.
Marco estava ao telefone. Desligou a chamada e transmitiu a informação.
– Pessoal, o porteiro ligou para dizer que um morador do prédio viu alguém sair do estacionamento usando um colete laranja.
– Mais uma pista. Agora, vão! – Ordenou, Tomas.

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Condomínio Aquarius – 13h06min

No estacionamento, avistaram uma Hilux prata com alguns arranhões.
– Ali está um carro prata. – Apontou Marco.
– Vamos ver se encontramos alguma coisa suspeita. – Falou Élter.
Na parte de trás da Hilux, havia um saco de lixo, um pneu estepe, um boné e um tonel de armazenar água. Ao olhar bem, Marco viu uma corda elástica.
– Dêivide disse que a asfixia foi provocada por algum tipo de corda. Vamos levar esse esticador para Marcelo analisar. – Enquanto falava, Élter tirou um saco plástico do bolso e o envolveu no esticador.

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Departamento de Resolução de Crimes – 13h40min

De volta ao escritório do DRC, entregaram o esticador para Marcelo fazer a análise.
– Ótimo, detetives! Essa corda pode ser a arma do crime. Vamos ao laboratório forense. – Falou Tomas, entregando o pacote a Marcelo.
Marcelo colocou o esticador em cima da mesa e aplicou o pó de impressões, com o pincel, sobre algumas partes da corda. Em seguida, pegou o esparadrapo e o pressionou em cima das digitais reveladas pelo pó. Depois de coletas as impressões, colocou a ficha no escâner de digitais e, em alguns minutos, o computador mostrou os resultados.
– A impressão digital encontrada é parcial e não há como comparar com as do Sistema de Identificação de Impressões Digitais.
Após ver o resultado nas digitais, Marcelo pegou uma haste de coleta de substâncias e esfregou em algumas partes do esticador e seguiu para fazer teste no Sistema de índices de DNA.
– Pronto, encontrei DNA epitelial de Patrícia e do mesmo homem desconhecido na corda elástica. Sem dúvidas, essa é a arma do crime! – Disse, levantando-se da cadeira do computador.
Enquanto seguia para a o detector, Élter percebeu o escâner registrar mais alguma coisa. Sentou-se ao computador.
– Ainda tem mais! O escâner detectou amônia e água oxigenada no esticador. Esses dois produtos são usados para a tintura de cabelo. – Informou Élter.
– Agora, ficou um pouco mais fácil. O assassino pintou o cabelo para ficar loiro. – Afirmou Marcelo.
– Mais uma pista: o assassino é loiro. – Confirmou Marco.
Tomas saiu do laboratório para contatar os policiais com o intuito de conseguir mais informações.

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O investigador, o assistente e o técnico do laboratório estavam no escritório pensando algo para encontrar o culpado, quando Tomas chegou à sala com mais informações.
– Entrei em contato com o síndico, investigadores Élter e Marco. Ele os receberá e os levará até a sala de segurança. Lá, vocês acessarão as câmeras do prédio. Qualquer novidade, informem-me imediatamente.
Os dois desceram até a garagem e, mais uma vez, voltaram ao Aquarius.

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(Continua...)

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