Caso 01: Morta pela Boca
Por Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com
PARTE 2
Minutos
depois, Marcelo retornou ao escritório.
– Já tenho
o resultado. A tinta prata é específica para as pinturas automotivas.
– Élter,
você percebeu algum veículo ou balde de tinta prata, no estacionamento do
Condomínio? – Perguntou Tomas.
– Não me
recordo bem. Mas vou voltar ao Aquarius neste momento. Marco, venha comigo. –
Falou Élter, seguindo para a garagem.
Marco
estava ao telefone. Desligou a chamada e transmitiu a informação.
– Pessoal,
o porteiro ligou para dizer que um morador do prédio viu alguém sair do
estacionamento usando um colete laranja.
– Mais
uma pista. Agora, vão! – Ordenou, Tomas.
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Condomínio Aquarius –
13h06min
No
estacionamento, avistaram uma Hilux
prata com alguns arranhões.
– Ali
está um carro prata. – Apontou Marco.
– Vamos
ver se encontramos alguma coisa suspeita. – Falou Élter.
Na parte
de trás da Hilux, havia um saco de
lixo, um pneu estepe, um boné e um tonel de armazenar água. Ao olhar bem, Marco
viu uma corda elástica.
– Dêivide
disse que a asfixia foi provocada por algum tipo de corda. Vamos levar esse
esticador para Marcelo analisar. – Enquanto falava, Élter tirou um saco
plástico do bolso e o envolveu no esticador.
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Departamento de
Resolução de Crimes – 13h40min
De volta
ao escritório do DRC, entregaram o esticador para Marcelo fazer a análise.
– Ótimo,
detetives! Essa corda pode ser a arma do crime. Vamos ao laboratório forense. –
Falou Tomas, entregando o pacote a Marcelo.
Marcelo colocou
o esticador em cima da mesa e aplicou o pó de impressões, com o pincel, sobre
algumas partes da corda. Em seguida, pegou o esparadrapo e o pressionou em cima
das digitais reveladas pelo pó. Depois de coletas as impressões, colocou a
ficha no escâner de digitais e, em alguns minutos, o computador mostrou os
resultados.
– A
impressão digital encontrada é parcial e não há como comparar com as do Sistema
de Identificação de Impressões Digitais.
Após ver
o resultado nas digitais, Marcelo pegou uma haste de coleta de substâncias e
esfregou em algumas partes do esticador e seguiu para fazer teste no Sistema de
índices de DNA.
– Pronto,
encontrei DNA epitelial de Patrícia e do mesmo homem desconhecido na corda
elástica. Sem dúvidas, essa é a arma do crime! – Disse, levantando-se da
cadeira do computador.
Enquanto
seguia para a o detector, Élter percebeu o escâner registrar mais alguma coisa.
Sentou-se ao computador.
– Ainda
tem mais! O escâner detectou amônia e água oxigenada no esticador. Esses dois
produtos são usados para a tintura de cabelo. – Informou Élter.
– Agora,
ficou um pouco mais fácil. O assassino pintou o cabelo para ficar loiro. – Afirmou
Marcelo.
– Mais
uma pista: o assassino é loiro. – Confirmou Marco.
Tomas
saiu do laboratório para contatar os policiais com o intuito de conseguir mais
informações.
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O investigador,
o assistente e o técnico do laboratório estavam no escritório pensando algo
para encontrar o culpado, quando Tomas chegou à sala com mais informações.
– Entrei
em contato com o síndico, investigadores Élter e Marco. Ele os receberá e os
levará até a sala de segurança. Lá, vocês acessarão as câmeras do prédio.
Qualquer novidade, informem-me imediatamente.
Os dois
desceram até a garagem e, mais uma vez, voltaram ao Aquarius.
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(Continua...)
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