Caso 01: Morta pela Boca
Por Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com
PARTE FINAL
Condomínio Aquarius –
15h55min
O síndico
já os esperava na portaria. Saíram do carro e se identificaram mostrando os distintivos
do DRC.
– Sou o
investigador Élter Oliveira.
– Sou
Marco Esteves, investigador assistente do DRC.
– Já
falei com Tomas Carvalho. Lamento pelo que aconteceu aqui no Aquarius.
Acompanhem-me até a sala de segurança.
********************
Ao chegarem
à sala, que fica no subsolo do Condomínio, Élter se sentou a um computador e
Marco a outro. O síndico deixou a sala e disse que estava à disposição do DRC.
– Vejamos,
Patrícia é moradora do apartamento 267, 5.º andar, bloco 4. – Disse Marco.
Élter acessou
os vídeos das câmeras do corredor do apartamento de Patrícia e dos locais por
onde ela passou, mas não viu nada que ajudasse na investigação. Então, acessou
a câmera do estacionamento, encontrou algo nas gravações e congelou as imagens.
– Temos
um problema: a câmera do estacionamento registrou duas pessoas de colete
laranja próximas à Hilux em que
estava a arma do crime. Mas a imagem está muito ruim e não dá para ver rosto.
O síndico
entrou para sala e viu a tela do computador com as imagens da câmera de
segurança congeladas.
– Posso
ajudar em alguma coisa?
– Pode
sim. Qual funcionário estava trabalhando ontem usando um colete laranja?
–
Deixe-me ver... Abra a imagem da câmera 4, do jardim, e volte a fita para as 15
horas da tarde de ontem.
Nesse horário,
a câmera registrou um homem aparando a grama do jardim com o cortador de grama
e um outro que estava passando. O primeiro é de estatura média e pele morena. O
segundo é magro, alto e de cabelos loiros.
– Esses
dois são Carlos Franco, o jardineiro, e Fernando Tavares, o motorista reserva
do prédio. Ou melhor, ex-motorista. Foi demitido ontem.
– Qual
foi o motivo da demissão?
– Ele
estava subtraindo pertences dos moradores e Patrícia organizou um
abaixo-assinado para que ele fosse demitido, sem que o caso fosse parar na
delegacia.
– Bem...
A demissão deu certo. Mas não aconteceu o mesmo com a parte da delegacia.
Élter
ligou para Tomas e pediu para ele acessar as fichas desses dois funcionários do
condomínio.
– Estou
na escuta. Sabemos que o assassino usava colete laranja, tem o rosto arranhado
e cabelo loiro. Vou ver se algum deles tem passagem pela polícia.
Alguns
minutos depois, Tomas retornou a ligação para Élter para dizer que ambos não
possuem antecedentes criminais.
– O único
loiro que vemos aqui é Fernando. Ele pode ser o assassino! Vamos voltar ao DRC
e comparar as digitais, Élter. – Disse Marco, levantando-se.
O síndico
indicou a localização da casa de Fernando, pois a ficha de cadastro de
funcionários estava com o endereço anterior. Mas não sabia o que o teria levado
a cometer um crime.
********************
Departamento de
Resolução de Crimes – 17h03min
De volta ao Departamento, Marcelo comparou as impressões
digitais de Fernando, encontradas no Sistema de dados, com as coletadas do
esticador. A digital parcial da arma do crime combinou com a do suspeito.
Depois do
resultado positivo, Élter, Marco e Tomas seguiram para o endereço de Fernando,
levando dois policiais.
********************
Casa de Fernando –
18h20min
– Fernando
Tavares, você está preso pelo assassinato de Patrícia Dornelles. – Falou Tomas.
– Encontramos
a arma do crime, um esticador, na Hilux
do Aquarius, onde você foi filmado. Tinha suas digitais nela. E essas assaduras
de corda em suas mãos tornam o caso mais claro. – Afirmou Élter.
– Fui
informado de que você foi demitido por causa de Patrícia. Ela o denunciou por
roubo. Você deve ter ficado louco de raiva. Raiva bastante para matar? –
Questionou Tomas.
– Depois
que a linguaruda me entregou, perdi meu emprego. Ela teve o que mereceu. Quem
muito abaixa, mostra a bunda. – Falou Fernando, com aparência fria.
– E quem
comete crime... vai para a prisão! – Completou Tomas.
(Fim)
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