domingo, 25 de fevereiro de 2018

Caso 01: Morta pela Boca (Parte final)

Caso 01: Morta pela Boca
Por Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com


PARTE FINAL

Condomínio Aquarius – 15h55min

O síndico já os esperava na portaria. Saíram do carro e se identificaram mostrando os distintivos do DRC.
– Sou o investigador Élter Oliveira.
– Sou Marco Esteves, investigador assistente do DRC.
– Já falei com Tomas Carvalho. Lamento pelo que aconteceu aqui no Aquarius. Acompanhem-me até a sala de segurança.

********************

Ao chegarem à sala, que fica no subsolo do Condomínio, Élter se sentou a um computador e Marco a outro. O síndico deixou a sala e disse que estava à disposição do DRC.
– Vejamos, Patrícia é moradora do apartamento 267, 5.º andar, bloco 4. – Disse Marco.
Élter acessou os vídeos das câmeras do corredor do apartamento de Patrícia e dos locais por onde ela passou, mas não viu nada que ajudasse na investigação. Então, acessou a câmera do estacionamento, encontrou algo nas gravações e congelou as imagens.
– Temos um problema: a câmera do estacionamento registrou duas pessoas de colete laranja próximas à Hilux em que estava a arma do crime. Mas a imagem está muito ruim e não dá para ver rosto.
O síndico entrou para sala e viu a tela do computador com as imagens da câmera de segurança congeladas.
– Posso ajudar em alguma coisa?
– Pode sim. Qual funcionário estava trabalhando ontem usando um colete laranja?
– Deixe-me ver... Abra a imagem da câmera 4, do jardim, e volte a fita para as 15 horas da tarde de ontem.
Nesse horário, a câmera registrou um homem aparando a grama do jardim com o cortador de grama e um outro que estava passando. O primeiro é de estatura média e pele morena. O segundo é magro, alto e de cabelos loiros.
– Esses dois são Carlos Franco, o jardineiro, e Fernando Tavares, o motorista reserva do prédio. Ou melhor, ex-motorista. Foi demitido ontem.
– Qual foi o motivo da demissão?
– Ele estava subtraindo pertences dos moradores e Patrícia organizou um abaixo-assinado para que ele fosse demitido, sem que o caso fosse parar na delegacia.
– Bem... A demissão deu certo. Mas não aconteceu o mesmo com a parte da delegacia.
Élter ligou para Tomas e pediu para ele acessar as fichas desses dois funcionários do condomínio.
– Estou na escuta. Sabemos que o assassino usava colete laranja, tem o rosto arranhado e cabelo loiro. Vou ver se algum deles tem passagem pela polícia.
Alguns minutos depois, Tomas retornou a ligação para Élter para dizer que ambos não possuem antecedentes criminais.
– O único loiro que vemos aqui é Fernando. Ele pode ser o assassino! Vamos voltar ao DRC e comparar as digitais, Élter. – Disse Marco, levantando-se.
O síndico indicou a localização da casa de Fernando, pois a ficha de cadastro de funcionários estava com o endereço anterior. Mas não sabia o que o teria levado a cometer um crime.

********************

Departamento de Resolução de Crimes – 17h03min

         De volta ao Departamento, Marcelo comparou as impressões digitais de Fernando, encontradas no Sistema de dados, com as coletadas do esticador. A digital parcial da arma do crime combinou com a do suspeito.
Depois do resultado positivo, Élter, Marco e Tomas seguiram para o endereço de Fernando, levando dois policiais.

********************

Casa de Fernando – 18h20min

– Fernando Tavares, você está preso pelo assassinato de Patrícia Dornelles. – Falou Tomas.
– Encontramos a arma do crime, um esticador, na Hilux do Aquarius, onde você foi filmado. Tinha suas digitais nela. E essas assaduras de corda em suas mãos tornam o caso mais claro. – Afirmou Élter.
– Fui informado de que você foi demitido por causa de Patrícia. Ela o denunciou por roubo. Você deve ter ficado louco de raiva. Raiva bastante para matar? – Questionou Tomas.
– Depois que a linguaruda me entregou, perdi meu emprego. Ela teve o que mereceu. Quem muito abaixa, mostra a bunda. – Falou Fernando, com aparência fria.
– E quem comete crime... vai para a prisão! – Completou Tomas.


(Fim)

Nenhum comentário:

Postar um comentário