domingo, 1 de abril de 2018

Mistério da Meia-Noite (Parte 5)

MISTÉRIO DA MEIA-NOITE

Por Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com

PARTE 5

A noite chegou e a lua cheia não perdeu tempo. Júli preparou a mesa e os chamou para jantar. Logo após isso, por volta das 20:30, foram para a sala de estar assistirem ao telejornal local. Em um dos intervalos comerciais, Júli falou que iria ficar de olho no galinheiro, para surpreender a raposa da noite anterior. Mesmo depois do que viu, ainda prefere acreditar que foi uma raposa. Os meninos disseram para eles não preocupar que eles mesmos ficariam atentos a qualquer movimento nos arredores da casa. Ouvindo isso, ela para eles ficarem olhando pelas janelas, acenderem as luzes e não saírem de casa.

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Já passava das 22:00. Depois que Júli subiu para dormir, como uma pedra, Érique e Carla foram ao depósito pegar a corda. Natália os acompanhou até a cozinha, abiu uma das portas da parte de cima do armário e pegou as duas lanternas que estavam carregadas, uma para ela e Alana e a outra para Carla e Érique. Esses dois, quando voltavam do depósito, viram o empregado indo em direção ao galinheiro. Quando questionaram o que estava fazendo, ele respondeu que estava indo verificar se a porta do galinheiro estava bem fechada, pois havia consertado à tarde, quando os meninos tinham ido ao riacho.
Quando o empregado viu Carla carregando a corda, perguntou o que pretendiam fazer com aquilo. Érique respondeu que era para brincar de pular corda e logo percebeu o olhar dele de dúvida. Com isso, Carla disse que, na verdade, eles elaboraram um plano para pegar o falso lobisomem, pois tinham certeza de que era um ladrão fantasiado. O empregado disse que acreditava que era um lobisomem de verdade, pediu para eles terem cuidado e perguntou qual era o plano. Érique olhou para Carla e disse que tinham que ir. No mesmo momento, Natália e Alana saíram e se aproximaram deles cada uma com uma lanterna na mão.
– Não me digam que vocês vão entrar no mato para procurar o lobisomem?
– Claro que não! Nós...
Érique interrompeu a fala de Alana e completou dizendo que não iriam entrar em detalhes e saiu quase escoltando as meninas faladeiras. Seguiram para a cozinha, pois pretendiam fazer um lanche antes de ocuparem seus postos de espiões aprendizes.

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Enquanto esperavam o momento de pegar o suposto ladrão, Natália verificou mais uma vez as baterias das lanternas e Érique dobrou a corda em algumas partes. Faltava pouco mais de 30 minutos para a meia-noite e os meninos subiram para os quartos. Como o combinado, Alana e Natália ficaram no quarto da última e Carla e Érique ficaram no quarto de visitas. A lua cheia brilhava formosa no céu e a claridade adentrava nos quartos pelas janelas entreabertas. Nem as luzes nem as lanternas estavam acesas, para não chamar a atenção e cada dupla se atinha ao menor ruído possível. Uma vez ou outra, ouviram o som emitido pelas corujas.
– Estamos prestes a desvendar os mistérios da meia-noite que voam longe...
– Que você nunca, não sabe nunca, se vão, se ficam, quem vai, quem foi...
– Impérios de um lobisomem que fosse o homem de uma menina tão desgarrada, desamparada se apaixonou...
– Naquele mesmo tempo...
– Vamos parar, Carla! Hoje não é a noite do karaokê.
– Você que começou, Zé Ramalho!
– Não tenho culpa de ter bom gosto musical.

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