sábado, 15 de junho de 2019

A Caixa de Pandora (parte 2)


A CAIXA DE PANDORA
Evaí Oliveira
evayoliveira@hotmail.com


PARTE 2
 

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No Monte Olimpo, Zeus estava pensando em uma forma de se vingar de Prometeu, por ele ter descumprido suas ordens. O titã depois de ter moldado o homem com barro e água, a mando de Zeus, ficou sem habilidades para dar ao homem, pois seu irmão, o titã Epimeteu, deu todas aos animais que ele estava moldando, sob as ordens de Zeus.
Prometeu decidiu dar ao homem o fogo, mas o rei do Olimpo não permitiu, afirmando que tal elemento pertencia apenas aos deuses. Mas o titã estava convencido e resolveu roubar o fogo do Olimpo e deu os homens para que eles pudessem se proteger.
Depois de pensar muito, Zeus puniu Prometeu amarrando-o em uma montanha, onde uma águia todo dia comia o fígado do titã, que crescia durante a noite para ser comido novamente no dia seguinte.
Além de castigar o Prometeu, o deus dos deuses também castigou os homens por terem aceitado o fogo: criou a primeira mulher, Pandora, que recebeu diversos dons dos deuses, como a beleza de Afrodite, a sabedoria de Palas Atena, além de saúde, generosidade, bondade e outros mais.
Pandora foi enviada à Terra para ser esposa do titã Epimeteu, que já havia sido avisado por seu irmão Prometeu para não receber presentes dos deuses. Mas ao ver a beleza da mulher, Epimeteu quis casar com ela, contrariando o conselho do irmão.
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Éstefano e Ézio recobraram a consciência em um lugar desconhecido, cheio de montanhas, árvores, pedras enormes. Olharam em volta com estranhamento e curiosidade, ouviram vozes perto do local onde estavam e seguiram e sua direção. Escondidos atrás de uma pedra, viram uma mulher de beleza comparável à deusa Afrodite conversando com uma figura feminina imponente, trajando um vestido branco, uma tiara dourada na cabeça, usava também um cinto, pulseiras e colares, dourados.
Ao entrar em sua carruagem puxada por pavões e ir embora, Éstéfano deduziu ser Hera, a deusa do casamento e da família e esposa de Zeus, sendo assim a rainha do Olimpo.
– Hera é aquela deusa que estava envolvida nos trabalhos de Hércules? – perguntou Ézio.
– Sim. Ela é ciumenta, costuma se vingar das amantes do marido e também de seus filhos. Dizem que ela e Atena vivem se estranhando no Olimpo, por isso a deusa da sabedoria ajudou Héracles, que é filho de Zeus com uma mortal, a cumprir os trabalhos.
– Mas como viemos parar aqui? Estamos na Grécia Antiga... Como isso é possível?
– Isso deve ter alguma coisa a ver com aquele livro que abrimos... – pensou Estéfano.
– Ignoramos o aviso, tomados pela curiosidade e aqui estamos, perdidos na Grécia mitológica... – refletiu Ézio – mas já que estamos aqui, vamos aproveitar.
Voltaram a vista para a mulher que ficou sozinha e foram ao encontro dela, ambos estranharam as vestimentas.
– Quem são vocês? Por acaso são deuses que eu ainda não conheço? – perguntou a mulher.
– Eu sou Estéfano e esse é meu irmão, Ézio. Não somos deuses, nem sabemos como viemos parar aqui. – respondeu o menino.
– Quem era aquela mulher que estava falando com você? – indagou Ézio.
– Hera, a esposa de Zeus. Ela veio me trazer um presente a mando do marido. Veja que jarro lindo! – disse, mostrando o jarro aos meninos – ela também me disse que eu não podia retirar essa tampa de forma alguma. Vou guardar e esperar meu marido chegar para ver o que ele me diz sobre isso.
– Certo, moça, agora temos que procurar o caminho de casa. Vamos seguindo em frente, até mais. – falou Ézio, puxando o irmão.

 (Continua...)

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