Publicado
em 1977, Tieta do Agreste é um romance de Jorge Amado ambientado no litoral norte
baiano nas localidades de Mangue Seco e na fictícia Sant’Ana do Agreste.
Sintetizando,
Antonieta, uma adolescente namoradeira é denunciada a seu pai, Zé Esteves, por
sua irmã, Perpétua, resultando em uma surra de cajado dada pelo pai que a expulsa
de casa. Antonieta vai embora e retorna rica para Sant’Ana do Agreste após vinte
e cinco anos.
Enquanto
estava fora de Agreste, Tieta enviava frequentemente dinheiro para seu pai e
suas irmãs, mas quando passaram algum tempo sem receber a carta com o dinheiro,
suspeitaram que Tieta estivesse morta. Na verdade, ela estava viva e retornando
a Agreste, acompanhada de sua suposta enteada.
Nas
cartas enviadas de São Paulo, Tieta nunca informou seu endereço específico nem
falou sobre sua vida, deixando sua família curiosa, mas quando retorna,
apresenta alguns fatos sobre sua vida na cidade grande, e no final a máscara
cai e é revelado quem realmente é Tieta.
No
decorrer da história, percebe-se uma luta em prol do progresso de Sant’Ana do Agreste,
como a instalação da energia elétrica, com a ajuda de Tieta que envia um
telegrama para São Paulo e consegue a contemplação de Agreste com a energia da
hidrelétrica de Paulo Afonso, chamada de luz de Tieta. Há ainda o caso da
implantação de uma fábrica de dióxido de titânio nos coqueirais de Mangue Seco,
o que preocupa uma parte da população do lugar pela questão da poluição provocada
pela fábrica. Vale incluir também o caso de Tieta com o sobrinho, que foi destinado
pela mãe a ser seminarista como pagamento de uma promessa.
O
final da trama apresenta a chegada da fiação elétrica, a desistência da indústria
de se instalar em Mangue Seco e a revelação da real vida de Tieta em São Paulo.
Enfim,
é a minha indicação dessa semana.
Boa
leitura!

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